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Principais dúvidas de nossos clientes
A THECH DESINFECÇÃO esclarece que todas as informações são dadas de boa fé e não é responsável pela sua má aplicação. Informamos também que os procedimentos e esclarecimentos são fornecidos baseados em produtos produzidos pela THECH, seus princípios ativos e demais componentes, e podem não se aplicar aos demais produtos disponíveis no mercado.


  • O QUE É ÁCIDO PERACÉTICO?
  • Em sua forma clássica é um líquido incolor, de odor acético pungente, oxidante e com pH ácido, contendo uma mistura de ácido peracético (H3COOOH), peróxido de hidrogênio (H2O2), ácido acético (H3COOH) e água (H2O). Independentemente de sua concentração, o ácido peracético terá sempre estes componentes em sua composição.
    Quimicamente é classificado como um peroxidado. Nas concentrações abaixo de 5% é oxidante e com mais de 5% de concentração, um peróxido orgânico.
    O ácido peracético é solúvel em água em qualquer proporção. Quando diluído perde a estabilidade e após algum tempo se transforma basicamente em água e oxigênio.

  • O ÁCIDO PERACÉTICO É EXPLOSIVO?
  • Nas concentrações atualmente encontradas no mercado, o ácido peracético não é explosivo.
    Lembramos que, como todo peroxidado, o ácido peracético libera constantemente oxigênio, assim, a sua embalagem necessita de uma tampa valvulada e deve ser certificada pelo INMETRO. Caso se coloque uma solução concentrada em um frasco hermeticamente fechado, essa liberação espontânea de oxigênio poderá alimentar a pressão interna do frasco e este se romper.

  • O ÁCIDO PERACÉTICO É INFLAMÁVEL?
  • Não. Mesmo em contato com fogo o ácido peracético não entra em combustão. Porém, o ácido peracético possui número ONU 3109, sendo classificado como peróxido orgânico, tipo F, líquido. De acordo com esta definição a ANTT, na Resolução n° 420, de 12/02/2004, determinou que o produto faz parte do grupo de produtos de número de risco 539, sendo assim classificado como oxidante (5), inflamável (3) e perigoso para o meio ambiente (9). Todavia, as propriedades físico-químicas demonstradas na FISPQ do produto evidenciam que o produto não é inflamável e também não causa danos crônicos ao meio ambiente em caso de vazamento do produto puro. Por se tratar de uma substância oxidante, há liberação espontânea de oxigênio, o que pode alimentar um incêndio, portanto, deve-se evitar o seu contato com materiais inflamáveis.

  • QUAL É A AÇÃO DO ÁCIDO PERACÉTICO COMO DESINFETANTE?
  • O ácido peracético age na transferência de elétrons na membrana microbiana, facilitando a sua penetração no interior da célula e posteriormente age nas enzimas e material genético, oxidando as ligações S-S e SH.
    Esta ação rápida, simultânea em diversos componentes da célula microbiana, faz com que nenhum tipo de microorganismo apresente resistência ao produto.

  • O ÁCIDO PERACÉTICO SÓ PODE SER DILUÍDO COM ÁGUA PURA OU DESMINERALIZADA?
  • É necessário que se verifique a estabilidade de cada produto comercial disponível no mercado, que pode variar em função da qualidade de seus componentes e processo de estabilização e consequentemente se decompor mais rapidamente interrompendo a sua ação microbicida.
    Os produtos da THECH Desinfecção possuem o máximo de pureza e estabilidade e podem ser diluídos com água normal e até a água dura, mantendo a concentração da solução e sua performance.

  • DEPOIS DE DILUÍDO, POR QUANTO TEMPO POSSO UTILIZÁ-LO?
  • Após a diluição o equilíbrio de qualquer ácido peracético é alterado e ele entrará em decomposição. Esta é um grande diferencial dos produtos fabricados pela THECH, que em função de seu processo de estabilização, depois de diluído pode ser utilizado por até 72 horas sem perder as suas propriedades microbicidas.

  • MESMO DILUÍDO, O ÁCIDO PERACÉTICO É MUITO CORROSIVO?
  • Para a grande maioria dos materiais atualmente utilizados o ácido peracético produzido pela THECH Desinfecção não provoca corrosão. Apenas no caso do ferro, ligas de cobre (latão e bronze) e, mesmo para estes materiais, nas diluições de uso essa corrosividade não é superior à da própria água.
    Alguns produtos da THECH já possuem componentes anticorrosivos que reduzem esta ação mesmo em materiais mais sensíveis.
    Qualquer outro metal e mesmo o ferro quando tratado é compatível com o ácido peracético.

  • O QUE DIFERENCIA OS PRODUTOS PRODUZIDOS PELA THECH DOS DEMAIS EXISTENTES NO MERCADO?
  • O Ácido Peracético é uma mistura em equilíbrio de vários componentes e cada fabricante estabelece qual a relação molar mais apropriada para um melhor equilíbrio, estabilidade e validade do seu produto.
    Diferentes componentes utilizados, suas procedências e concentrações, podem diferenciar a qualidade dos produtos acabados.
    Todas as matérias primas para a fabricação dos produtos da THECH Desinfecção possuem grau farmacêutico certificado e não utiliza o ácido sulfúrico ou peróxido de hidrogêncio estabilizado com estanato, componentes que transmitem um teor de metais pesados ao produto final.
    Cada formulação é única e determinará o grau de pureza do produto. Existem produtos com metais pesados e ácidos sulfúrico em sua composição.

  • EXISTE ÁCIDO PERACÉTICO EM PÓ?
  • Não. O ácido peracético é uma substância química que em temperatura e pressão ambiente encontra-se na forma líquida. Entretanto sua existência está condicionada ao equilíbrio químico do ácido acético e peróxido de hidrogênio definidos em concentrações estequiométricas que garantam que sua concentração seja mantida ao longo do prazo de validade.
    Embora alguns produtos em pó informem que em sua composição há ácido peracético isto não é verdadeiro. O que ocorre é a formação de um radical químico chamado de peridroxila, mas que não apresenta a mesma estabilidade e as mesmas ações microbiológicas e oxidantes do ácido peracético.

  • O QUE É O ÁCIDO PERACÉTICO EXTEMPORÂNEO?
  • Existem atualmente no mercado alguns produtos chamados de “geradores de ácido peracético”, ou seja, eles não são o ácido peracético em sua apresentação comercial e sim algumas substâncias como perboratos, perbenzoatos ou algumas formulações com base em peróxidos que, depois de ativado de alguma forma, geram os mesmos radicais do produto verdadeiro.
    O grande diferencial é que nestes casos o peracético gerado não é estável ou seguramente controlado, vide o caso de que em seus registros existe uma enorme variação em relação à concentração final que é gerada.
    A pouca estabilidade também obriga a que a solução tenha que ser descartada muito rapidamente.

  • QUAL A VARIAÇÃO MÁXIMA NA CONCENTRAÇÃO DECLARADA DO ÁCIDO PERACÉTICO PARA OS PRODUTOS COMERCIAIS?
  • Conforme determinado na RDC nº 59 de 17/12/2010 da ANVISA, em seu CAPÍTULO VI, Artigo 24, a tolerância máxima permitida em relação à concentração declarada ou a média do intervalo declarado é de 6% para mais ou para menos.

  • AS SOLUÇÕES PREPARADAS A PARTIR DOS PRODUTOS DA THECH A BASE DE ÁCIDO PERACÉTICO SÃO ESTÁVEIS? POR QUANTO TEMPO?
  • Os produtos de fabricação da THECH, em função da qualidade de seus componentes e método de estabilização, permitem que soluções elaboradas com água de qualidade se mantenham estáveis por até uma semana.
    É importante observar que, dependendo da aplicação, sujidade e outros tipos de contaminação podem ser incorporadas às soluções, acelerando desta forma sua decomposição e reduzindo sua ação, por este motivo a THECH disponibiliza kits de análise rápida para a determinação da concentração.

  • É NECESSÁRIA A ADOÇÃO DE RODÍZIO DE SANITIZANTES?
  • Não. O rodízio de desinfetantes tem sido adotado por muitos profissionais como uma alternativa empírica para evitar duas situações que podem comprometer a sanidade de um sistema: A formação de biofilmes na tubulação e “cantos mortos”; e a resistência microbiológica dos diversos microrganismos que podem contaminar o sistema.
    Estas duas situações não ocorrem com a utilização do ácido peracético, pois sua ação, além de garantir que biofilmes já formados no sistema sejam retirados, a solução desinfetante preparada com este principio ativo não formará biofilme. Quanto à ação microbiológica, o ácido peracético atua na oxidação de importantes aminoácidos que formam as diferentes proteínas da membrana das bactérias, fungos ou organelas celulares.
    Esta ação não ocorre por bloqueio de vias metabólicas ou erros de síntese proteica, impedindo assim a bioresistência.

  • É NECESSÁRIO O ENXÁGUE APÓS A DESINFECÇÃO?
  • Na maioria das vezes não, pois o ácido peracético e os demais componentes da sua formulação não apresentam nenhum efeito residual ou tóxico e também não contribuem para alterações organolépticas nas diluições de uso.
    Todavia, para processos em que ocorram fermentação é recomendado o enxague, pois residuais, mesmo que em baixíssimas concentrações, podem alterar o equilíbrio das concentrações dos microrganismos que compõem o processo fermentativo de interesse.

  • COMO PROCEDER NO CASO DE DERRAMAMENTO OU DESCARTE?
  • O maior antídoto para o ácido peracético e o peróxido de hidrogênio é a água. As soluções de uso podem ser descartadas diretamente na rede de esgoto diluindo com água em abundância.
    Lembramos que o ácido peracético se decompõe basicamente em água e oxigênio. Ele não forma compostos tóxicos e não bioacumulável.

  • O ÁCIDO PERACÉTICO TEM AÇÃO LIMPANTE?
  • Todo o processo de higienização deve respeitar as etapas de limpeza e posterior desinfecção.
    O ácido peracético é o mais potente e efetivo desinfetante utilizado atualmente para esta segunda etapa. Desinfetantes não substituem os produtos que atuam na limpeza e na remoção de resíduos sólidos.
    Uma limpeza adequada é muito importante para uma higienização perfeita.
    A THECH dispõe em sua linha, desinfetantes com ação limpadora para procedimentos rápidos e localizados, mas que não dispensam os procedimentos de limpeza regular e geral determinados pelas Boas Práticas.

  • QUAL A MÁXIMA CONCENTRAÇÃO COMERCIAL DO ÁCIDO PERACÉTICO?
  • Atualmente a concentração máxima de 15% é adotada como sendo segura para o transporte e utilização. Em alguns países concentrações de até 40% são utilizadas, porém com produção no próprio local de aplicação, sob encomenda e para uso restrito em sínteses químicas.
    Eventualmente surgem no Brasil produtos com teor ativo de ácido peracético acima de 15%, porém acordos internacionais entre os maiores fabricantes mundiais indicam esta como sendo a maior concentração para o transporte, estocagem e manuseio seguro.

  • O ÁCIDO PERACÉTICO TEM AÇÃO NA PRESENÇA DE MATÉRIA ORGÂNICA?
  • Diferentemente de produtos como o cloro, por exemplo, o acido peracético não tem sua ação reduzida ou eliminada na presença de matéria orgânica.
    O ácido peracético mantem sua integridade e ação sobre bactérias, leveduras, vírus e outros microrganismos mesmo que a água utilizada no processo contenha elevada carga de matéria orgânica.

  • QUAIS OS RESIDUAIS DO ÁCIDO PARACÉTICO APÓS SUA DECOMPOSIÇÃO?
  • Os resíduos gerados são: água, ácido acético e oxigênio.
    Estes componentes fazem parte da composição química dos organismos mais comuns, sejam eles vegetais ou animais, inclusive o homem, não havendo, portanto nenhum efeito tóxico nas concentrações apresentadas.

  • QUAIS OS EPIs NECESSÁRIOS NA MANIPULAÇÃO DO ÁCIDO PARACÉTICO?
  • A utilização de qualquer produto químico, principalmente em suas formas concentradas, requerem a utilização de EPIs adequados e determinados legalmente. Apesar dos produtos produzidos pela THECH, em suas formas diluídas para a utilização, não gerarem odores e serem atóxicos, o produto concentrado pode causar queimaduras e irritações.
    Óculos de segurança, máscara e luvas são recomentados. Mais informações estão disponíveis nas FISPQS de cada um de nossos produtos encontradas neste site.

  • EXISTEM PRODUTOS NO MERCADO COM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES COMERCIAIS. QUAIS AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA UM?
  • A THECH Desinfeção produz o ácido peracético nas concentrações de 15%, 5% e 0,25% que são as mesmas adotadas pelos maiores produtores mundiais em função de sua segurança e estabilidade.
    O produto de maior concentração é mais utilizado nas indústrias, onde é possível efetuar dosagens automáticas.
    Em função da variação nas proporções dos teores de ácido peracético e peróxido de hidrogênio nas composições, o produto a 5% é adequado para utilização em lavanderias onde, além do efeito desinfetante, seu maior residual do peróxido de hidrogênio proporciona uma ação alvejante e com isso uma redução de tempo, água e energia.
    A concentração de 0,2% é denominada pronta para uso e é adequada em função de sua maior facilidade de manipulação e por isso utilizada em hospitais, clínicas, veterinárias e odontologia, entre outros mercados e, por este motivo, possui um registro diferenciado como Desinfetante de Alto Nível na ANVISA.

  • QUAIS OS REGISTROS NECESSÁRIOS PARA OS PRODUTOS E QUAIS GARANTIAS ADICIONAIS EXISTEM EM PRODUTOS REGULARMENTE CERTIFICADOS?
  • Através da RDC 34 de 16 de agosto de 2010 da ANVISA, são estabelecidas as normas para a obrigatoriedade dos registros para produtos desinfetantes. Esse é o principal documento que todos os fabricantes devem ter para cada um de seus produtos e também determina a obrigatoriedade de que, todos os consumidores devem utilizar apenas os desinfetantes que possuam este certificado.
    Para obtenção deste documento os produtos são criteriosamente avaliados por laboratórios certificados, ou seja, apenas aqueles que cumpram todas as determinações são aprovados.
    Outras certificações também são obrigatórias e importantes, como é caso da Portaria 326/2006 do INMETRO e RDC 420/2004 da ANTT, que determinam as especificações das embalagens.
    Certificados das empresas também são importantes como o caso do Certificado de Boas Práticas de Fabricação emitido pela ANVISA.

  • O ÁCIDO PERACÉTICO É TÓXICO OU GERA RESÍDUOS TÓXICOS?
  • Diferentemente de outros produtos a decomposição dos produtos da THECH a base de ácido peracético, ácido lático ou peróxido de hidrogênio não geram qualquer tipo de residual tóxico após sua ação no processo de desinfecção.

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